Eles mudam, de acordo com a mudança de seus pensamentos e do envelhecimento da sua alma. Seus medos de hoje, não são os mesmos de 10 anos atrás. Você não pede mais para sua mãe deixar a porta entre-aberta pra que um feixe de luz afaste os monstros que moram embaixo da sua cama. Você não tem mais medo de vampiros e não tem mais pesadelos com eles depois de assistir um filmes dos mesmos. Isso porque você agora acredita no amor entre humanos e vampiros, e que eles não são tão mals assim. Mentira. Você só sabe que eles não existem mesmo.
Depois chega o primeiro dia de aula. Por mais que outras tantas crianças estivessem como você, sem nenhum amigo, você parecia ser o único excluído-sem-amigos e com vontade de voltar pra trás abraçar sua mãe e ir pra casa.
A primeira paixão. Você nunca trocou uma palavra se quer com ele, finge odiar ele na frente de qualquer outra pessoa e fica incrivelmente brava se sua mãe ousa falar que você tem um primeiro namoradinho.
E hoje? Monstros não existem, você têm amigos e leva seu namorado em casa. O medo é tão presente em nossas vidas quanto o amor. Por mais que ele seja inconsciente ou talvez você finja não notar a presença dele, a ausência dele é inimaginável. O ser humano tem por natureza se apegar e tomar "posse" de algo que julgue importante, com esse ato, nasce o medo de perder seu tesouro e a incerteza de como vai continuar sem ele.
Só acho o medo de ter medo, o mais comum deles.
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