domingo, 31 de outubro de 2010

Me defender. Ou não.

Olhando a minha volta eu tento achar qualquer mínina pista que possa me dizer a causa disso, que me dê uma explicação plausível pra essa puta dor dentro de mim. Ok, talvez dor seja uma palavra forte demais, pra esse CANSAÇO que venho carregando desde então. E eu descobri que.. não tem explicação. Que por mais que eu tente fugir, me esconder, fingir não ligar ou ver que ele está lá, ele vai continuar lá, atormentando cada pensamento que possa ser um novo recomeço, e que possivelmente, poderia fazer ele desaparecer.
Será que é só pra isso que ele serve?  Ele é daqueles tipos que não faz muitas coisas, mas é muito bom na ÚNICA coisa que faz.
Alguns momentos, chego até ter um devaneio de que ele se foi e que talvez eu nunca o tenha realmente conhecido algum dia, mas de repente, ele volta a tona, mais forte do que da última vez e mais fraco de como vai voltar na próxima.
É lamentavelmente cansativo e decepcionante cada tentativa de me defender contra os efeitos que ele me traz, e parecem nulas as chances de eu conseguir. É como tirar doce de uma criança. E eu sou a criança.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A arte de ser criança.

Nascemos sabendo e depois a gente esquece. Depois de descobrir o quanto esse mundo é cruel esquecemos como é apenas ser feliz com um pouco de tinta ou com um conto de fadas antes de dormir. Depois de perceber que PRECISAMOS nos encaixar NISSO.. que nós ainda chamamos de mundo. E a forma, você escolhe.
E você esquece. Tudo passa. E você nem percebe. Quando você vê, trocou suas bonecas ou seu carrinhos por papéis de um escritório e a chave de um carro. E momentâneamente não sentimos falta daquilo, e é até confortável a realidade em que vivemos atualmente. Mas.. se você parar pra pensar, aposto que trocaria o conforto da sua cadeira giratória por uma tarde jogando bola, e só se importando com ALI e AGORA! Tendo a alegria espontânea e invejável de uma criança. Sem pensar nas contas que tem a pagar ou o jantar que tem que fazer quando chegar em casa.
É engraçado não é? Quando a gente é criança, quer ser gente grande LOGO, e quando a gente cresce quer voltar a ser criança. É do ser humano isso. Nunca se contentar com o que tem. E só descobrir o que é felicidade depois de viver a realidade.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O "pra sempre", sempre acaba.

A vezes o ser humano levado pelo impulso, tende a  fazer as mais profundas promessas de amor eterno, amizade que nunca vai se abalar ou acabar, momentos que vão durar pra sempre.. mas, esse "pra sempre" sempre acaba. Parece doloroso dizer isso assim, e se pensar direito, na verdade é. E é ainda mais doloro pensar em COMO será o fim de uma coisa que está sendo sua total felicidade no momento, te fazendo feliz como você nunca achou que seria um dia.
Primeiro você ama. Depois você se decepciona. Depois vive no que sempre idealizou 'inferno na terra'. Depois passa. E depois ri de você mesmo.
Tudo isso sempre acontece por criarmos expectativas das pessoas ao nosso redor, no decorrer do tempo. Com expectativas criadas, a decepção é obviamente bem maior, e a dor é bem pior do que uma ferida recém-aberta por onde passa um fluxo do sangue. E ao contrário desta, um curativo não é suficiente, não é confortante e nem ameniza o sofrimento.
Uma paixão não-correspondida, uma amizade perdida, um coração ferido.. é tudo passageiro. Muitas vezes deixam marcas, claro, mas é tudo superável. É uma questão de força de vontade, e podemos dizer.. que de amor próprio também. É só questão de confiar em si mesmo, e saber que tudo sempre vai dar certo, simplismente porque VOCÊ ACREDITA EM VOCÊ! E que tendo isso.. você já tem quase tudo.


sábado, 2 de outubro de 2010

Eu e você. Você e eu.

Foi como se eu apenas estivesse esperando você chegar, e então quando você veio, eu descobri o que era viver. Era como se as estrelas brilhassem como nunca, e a brisa soubesse a hora certa de soprar em um dia de sol quente.  Como se tudo em mim tivesse sido feito para você e por você, e sem você, nada disso teria sido do jeito que foi. É bem aquele papo clichê, de sermos 'feijão com arroz', sabe?
Cada parte de mim gritava por você, e sentia uma necessidade absurda de ter você ao meu lado constantemente. Cada parte de mim não era a mesma quando você dizia o meu nome ou me abraçava do jeito que só você sabia fazer. E sabe aquela história de "..mesmo longe, me sinto junto a ti"? Puf. Toda a saudade que eu poderia descrever aqui, não seria suficiente pra explicar tamanha vontade de simplismente parar de fazer o que quer que fosse, e ir até você. Só pra ver teu riso mais uma vez. Ou qualquer expressão sua, que desse mais conforto ao meu ser. E eu contava as horas e odiava aquele relógio por andar tão devagar, nos dias que eu iria te encontrar e as horas antecediam desse encontro.
Mas sempre chegava. E todo o tempo que eu passava ao seu lado parecia voar, como minutos. E depois toda aquela saudade voltava então, a viver em mim.

Era como se eu nunca tivesse vivido, antes de você chegar.